História
A segunda-feira era dedicada para as reuniões de estudos da Doutrina. A quarta, para as reuniões de desenvolvimento mediúnico, e a sexta, para as reuniões de trabalhos práticos (incorporação). Posteriormente, a Casa também passou a ter atividades de evangelização para crianças e jovens, aos domingos.
Na época não era comum as pessoas passarem pela assistência espiritual; chegavam apenas para trabalharem problemas com a mediunidade e acabavam passando pelos três dias.
A freqüência de pessoas no CEOS cresceu a partir da implantação da Assistência Espiritual e do estudo planejado.
Dirigentes e diretores participaram de curso na Federação EspÃrita do Estado de São Paulo e a equipe da Federação veio, a convite do CEOS, para São Bernardo do Campo, de modo a apoiar o estudo iniciado por Miltes Bonna, à s quintas feiras, denominado Escola de Médiuns.
Quando a Mocidade EspÃrita Autônoma de São Bernardo encerrou suas atividades da Campanha Auta de Souza, o CEOS decidiu assumi-la, dando inÃcio ao Setor de Assistência Social. .
Em 1967, em franca atividade à s terças-feiras, o Departamento Assistencial Meimei atendia famÃlias e gestantes em cursos de orientação familiar, alfabetização, atendimento médico e farmacêutico, sempre com profissionais voluntários. Buscava, portanto, prover alimento para o corpo e para a alma, sem proselitismo religioso, não exigindo que o atendido se tornasse EspÃrita.
Mais tarde, a Prefeitura de São Bernardo do Campo instalou algumas creches na cidade e firmou convênio com entidades assistenciais. O CEOS recebeu a creche da Paulicéia para administrar em 31 de julho de 1977. Com a creche e o departamento de assistência social foi então fundada a Instituição Assistencial Meimei, em 25 de agosto de 1979, cujo nome é uma homenagem à entidade espiritual Meimei, de muita ligação e muito carinho com o Centro EspÃrita Obreiros do Senhor.
João Custódio: um dos fundadores do CEOS
À frente do Centro EspÃrita Obreiros do Senhor há uma legião de tarefeiros que, com dedicação e amor, empenha-se na divulgação do Evangelho de Jesus, procurando levar lenitivo e conforto a milhares de corações sofridos.
Este trabalho não vem de hoje. Suas raÃzes estão associadas a uma personagem que muito contribuiu para a propagação da Doutrina dos EspÃritos na região do Grande ABC. Estamos falando de João Custódio, médium de psicofonia atuante, disciplinado e assÃduo.
Casado com Alayde Maria Custódio, com quem teve dez filhos - Marina, Leon Denis, Orlando, Anadyr, Nair, Valdir, Nazira, Dircilha, Paulo e Vera Lúcia - João Custódio foi um exemplo de vida, principalmente pela harmonia no relacionamento com a esposa e filhos, por ele encaminhados ao aprendizado da Doutrina EspÃrita.
Seus traços pessoais se consubstanciavam no temperamento calmo e na discrição. Não discutia, não falava alto e ria timidamente. Quem teve o privilégio de conhecê-lo sabe muito bem de suas qualidades: homem de bem, bom filho, bom marido, bom colega de trabalho, simples, humilde, educado por natureza. Dentre suas virtudes, nenhuma marcou tanto quanto sua condição de bom pai.
A realização de estudos doutrinários e atividades mediúnicas iniciados em sua própria casa possibilitaram a concretização do compromisso assumido na espiritualidade de plantar uma árvore que desse bons frutos, à luz da Doutrina EspÃrita: o Centro EspÃrita Obreiros do Senhor (CEOS).
Em 29 de novembro de 1970, então com 60 anos, quando o CEOS tinha 8 anos de atividades, João Custódio regressou à pátria espiritual.
História da famÃlia Custódio
João Custódio nasceu em 3 de novembro de 1910 em Taiassu, comarca de Jaboticabal, interior de São Paulo.
Seus pais, Manoel Custódio da Silva e Etelvina Maria de Jesus, tiveram mais 10 filhos - Juvenal (mentor espiritual do CEOS), Benedito, Francisco, Eduardo, Ana, Eugênia, Maria (Mãe de Walter Vono), Isaura (mãe de Miltes, Alzira e Manoel), Leonor e Albertina.
A famÃlia teve os primeiros contatos com o Espiritismo por intermédio de Pedro Henrique, um vizinho que indicou um centro em Taiassu para Dona Etelvina buscar a cura para seus males, até então não encontrada na medicina. A mãe de João Custódio sofria com uma doença que a obrigava ficar até uma semana de cama, sem se alimentar e nem beber água, pois os dentes travavam impedindo-a de abrir a boca. Passava também por sérios problemas psÃquicos.
Ela tinha preconceito sobre os centros espÃritas e, embora descrente, possuÃa o dom da mediunidade de incorporação, mas como era médium consciente, não falava e não permitia o seu desenvolvimento.
Ao aceitar e apropriar-se dos ensinamentos da Doutrina EspÃrita, desenvolveu e trabalhou como médium de incorporação por muito tempo, inclusive no CEOS.
Assim, foi em decorrência da doença de Dona Etelvina que toda famÃlia passou a freqüentar centros espÃritas.
João Custódio (pai do Anadyr) e Dona Isaura (mãe de Miltes) freqüentaram os Centros EspÃritas de OlÃmpia, Santa Adélia (Centro do Sr. Sigura) e Catanduva (Centro EspÃrita Dr. Bezerra de Menezes). Neste último, Anadyr e a Miltes fizeram parte da Mocidade EspÃrita.
João foi lavrador até os 26 anos, depois ferroviário, pedreiro, servente e, na maior parte de sua vida profissional, porteiro de grupo escolar, além de marceneiro e técnico de rádio. Sua sensibilidade aguçada para a música o levou a tocar violão, violino, cavaquinho e sanfona.
Mudou-se para São Bernardo do Campo em junho de 1956, indo morar na Rua São Silvestre, 53, no bairro Rudge Ramos. Miltes e Alzira vieram morar na casa do tio por volta de 1958, e Manoel, em 1959. Nessa época, Juvenal, irmão de João Custódio, desencarnado em 1924 aos 18 anos de idade, manifestou-se através dele e chamou a famÃlia à responsabilidade e aos compromissos com a Doutrina EspÃrita. A partir daÃ, João Custódio, juntamente com sua esposa Alayde e seus filhos, além dos sobrinhos Alzira, Miltes, Manoel e Walter, resolveu iniciar os estudos da Doutrina EspÃrita em reuniões na sua própria casa, à s segundas, quartas e sextas-feiras.
Esporadicamente, Juvenal se manifestava por intermédio dele, ocasião em que sempre dava alguma orientação. Graças à vivência da mocidade espÃrita, Anadyr participava coordenando os estudos.
Após seis meses de estudo, foi iniciada a prática da mediunidade de incorporação. Quando realizavam as reuniões mediúnicas, o espÃrito que sempre se manifestava era o de Juvenal. Foi ele o principal responsável pelo desenvolvimento mediúnico de João Custódio.
Assim, o surgimento do CEOS ocorreu com as pessoas que participavam dessas reuniões de estudo na casa do próprio João Custódio. Somente com o tempo, sentindo que a sala estava pequena para acomodar as pessoas, é que o grupo resolveu fundar o Centro EspÃrita Obreiros do Senhor.
O CEOS abre suas portas
João Custódio era sócio de seu filho Anadyr e de seu sobrinho Manoel em uma área localizada na Rua General Craveiro Lopes, 195, no bairro Rudge Ramos. Os três concordaram em ceder parte do terreno para sediar o Centro. Iniciaram a construção por volta de 1960, tendo como pedreiro o próprio João Custódio e, como serventes, Anadyr, Walter Vono e Manoel. O nome, Centro EspÃrita Obreiros do Senhor, foi sugerido por Juvenal.
Unindo-se a outros idealistas espÃritas da região do Grande ABC, João Custódio fundou, juridicamente, o Centro EspÃrita Obreiros do Senhor em 15 de novembro de 1962.
A primeira Diretoria ficou assim constituÃda:
Presidente: Anadyr Custódio
Vice-Presidente: Miltes Apparecida Soares de Carvalho Bonna
Secretário: Walter Vono
Segundo secretário: Alayde Assunção e Silva
Tesoureiro: Manoel Soares de Carvalho
Segundo tesoureiro: Ronaldo Caramori
Fiscal Geral: João Custódio






